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Ricardo Almeida, Clube de Autores e I- Group, fala sobre internet, educação e vida

28/12/2010

Há tempos eu, Marcos Masini, diretor de conteúdo da PUGNUS, agência de comunicação de Franca , (na foto acima com Ricardo e sua esposa Ana Lia) pretendia fazer uma entrevista com o empresário Ricardo Rezende Almeida (http://twitter.com/ralmeida) . Antenado e dinâmico, Ricardo foi o criador do conceito de Webs Progressivas, da Metodologia Moebius e autor de Mirando Resultados, o primeiro livro voltado para planejamento estratégico, mensuração e previsão de ROI (retorno de investimentos) para Web no Brasil.

É sócio-fundador e diretor geral (ao lado de Indio Brasileiro Guerra Neto) do I-Group (http://is.gd/cK0Tr ) e do Clube de Autores (http://is.gd/cK0QF) , o primeiro site brasileiro que permite a publicação gratuita de livros de forma 100% sob demanda.Nascido em Salvador, Bahia, escolheu São Paulo para morar. Ricardo Almeida é formado em comunicação e marketing pela ESPM, atua no mercado Web desde 1996. Durante a sua carreira, já desenvolveu projetos para toda a América Latina e atuou nos maiores clientes da região como estrategista, montando iniciativas digitais e ações em mídias sociais. Professor e coordenador do I-MBA em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo do I-Group/ Impacta, foi também jurado oficial do FIAP (Festival Ibero-Americano de Publicidade) na categoria Internet.

Nesta entrevista exclusiva, o empresário contou sobre sua vida, suas preferências e também sobre negócios, internet, educação e comunicação em geral. Confira!

Um lugar na noite de São Paulo que você marca ponto?

Todos os restaurantes que conseguir  ;-)

São Paulo para você é….

Vida. Em todos os sentidos.

Lugares do mundo que você conheceu?

Muita coisa do Brasil, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, Estados Unidos, Curaçao, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Holanda, Turquia, Marrocos, África do Sul.

E o mais inesquecível?

África do Sul. O país é incrível com paisagens inesquecíveis. A Cidade do Cabo é, para mim, a mais bela do planeta!

Como os livros estão presentes em sua vida?

Sou apaixonado por literatura. Leio cerca de dois a três livros por mês, dos mais diversos gêneros. Dos que eu li este ano, indico Caim, de Saramago (http://is.gd/cK0kZ ), Vitral, de Leda Rezende (http://is.gd/cK0oD ) e Tetralogia do Nada, de Carlos Moreira (http://is.gd/cK0qI ).

Qual peça de teatro fez sua cabeça e uma que você arrepende-se de não ter assistido?

A peça que mais marcou a minha vida foi o Sonho, de Strindberg ( http://is.gd/cK0fD ) , que vi quando adolescente. Foi a que me deixou apaixonado pelo teatro dada a densidade e a força do texto. Arrependo-me muito de não ter visto uma montagem de A Gaivota, de Tchekhov, com a Fernanda Montenegro (http://is.gd/cK0z1 ).

Qual filme você veria mais uma vez?

Filmes de Natal – todos.

Fala-se muito em mídias sociais. Algo nelas (Facebook, Youtube e Twitter) influenciou sua vida ou foi significativo?

Todas influenciaram – e sob diversos aspectos. Além do Clube de Autores, dirijo o I-Group, empresa especializada em planejamento estratégico digital. Temos uma unidade inteira devotada a monitoramento de presença de marcas em mídias sociais e atendendo às maiores marcas do Brasil e mesmo do mundo. Em paralelo, eu diria que o Clube de Autores em si é filho das mídias sociais. Tudo o que fazemos vem da comunidade de autores e leitores, é sugerido por eles, conta com a participação deles. Costumo dizer aqui que o nosso papel na administração é remar na direção que a comunidade nos mandar. E, sob este aspecto, pode-se dizer que mídias sociais não apenas influenciaram como continuam sendo uma parte fundamental de como tocamos as empresas e, por consequência, as nossas vidas.

Se pudéssemos reunir “mitos”, “cuidados” e “verdades” sobre as mídias sociais, quais seriam elas em cada categoria?

O maior mito é acreditar que tudo nas mídias sociais é imprevisível. Isso não é verdade. Quando você conhece bem o seu usuário, começa a saber como e mesmo em que tempo ele vai reagir a qualquer que seja o acontecimento. É como uma amizade com alguém. Com o tempo, você já vai conhecendo os seus jeitos, os seus pensamentos e conseguindo lidar melhor com ele.

É um grande erro, por outro lado, acreditar que se pode ignorar a voz que vem das mídias sociais. Há que se ter cuidado com elas, agir com delicadeza, ouvir bem, filtrar e se envolver. Eu diria que esse é o maior cuidado que se deve ter.

A maior verdade e que não há mais como dissociar a força e o potencial de uma marca à sua presença nas mídias sociais. Uma está intimamente ligada à outra.

Falando nisso, você usa a internet para comprar?

Eu compro tudo online – tudo. De supermercado a livros, passando por software, aplicações, passagens etc. A Web é fácil, simples e acima de tudo prática. Isso sem contar na segurança que, hoje, é muito maior do que em qualquer tipo de compra física.

Que outros usos você faz da internet? Você explorou já todas as possibilidades que a rede pode oferecer-lhe?

Eu diria ser impossível se explorar tudo o que a Web oferece – é simplesmente coisa demais. Mas o que posso dizer é que uso para trabalho, lazer/ entretenimento e mesmo para cultivar um bom ócio quando a vida permite.

A publicidade brasileira é uma das mais criativas do mundo. Mas ela vende bem o produto? Há algo mudando nesta área?

Isso depende muito do tipo de propaganda. Como em qualquer mercado, há profissionais competentes e incompetentes – e os competentes certamente conseguem se sobressair e levar o nome do Brasil para o mundo. O que tem mudado bastante é que as empresas e agências têm aberto os seus olhos para a Web e as mídias sociais, engajando-se em ações de relacionamento com o consumidor. Isso é importante, decisivo.

Em frente às novas tecnologias, há que reinventar a escola, seus métodos e objetivos?

Há que se readaptar. Os objetivos da escola não mudam, mas o método sim – mesmo porque a realidade mudou. Não faz mais muito sentido, por exemplo, fazer alunos decorarem matérias em um mundo cercado por informação e conectividade. Por outro lado, ensinar o aluno a pesquisar a informação nas diversas fontes, a separar joio de trigo, já passa a ser algo crucial. Nós não vivemos mais em um mundo de escassez de informação como no passado – vivemos em um mundo “superpopulado” de informação. E isso muda muita coisa.

Você acha que a brecha digital é um problema social? O que você faria para acelerar a alfabetização digital?

É sim, sem sombra de dúvidas. E o lugar para mudar isso é a escola. É lá que as crianças vão começar a tomar gosto pelo mundo digital, a se inserir. Quando isso ocorre, a criança mergulho não em um computador, mas em um mundo praticamente sem fronteiras e que abre para ela possibilidades de futuro até então inimagináveis.

Como você imagina que será uma escola daqui a 20 anos?

Aberta, sem fronteiras e mundialmente integrada.

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